Sr. Ministro, alinhar o calendário não é o mesmo que alinhar a escola

Seis anos de primário podem fazer sentido onde a escola primária é genuinamente primária: um espaço protegido, com professores estáveis, um currículo focado no ler, escrever, contar e no respeito mútuo, sem transformar a sala de aula numa oficina de identidades. Em Portugal, o ensino obrigatório ainda falha no básico. Reformar a estrutura dos ciclos antes de garantir professores, segurança, autoridade e conteúdos é inverter a ordem das coisas. O alinhamento com a Europa começa pela qualidade, não pelo organograma.

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