(1) Ideologia de Género: a sua Não-Verificação Científica e Possíveis Malefícios Clínicos e Sociais – Introdução

A ciência não prova que um indivíduo nasce transgênero, dizem ...

O Grupo de Médicos em Defesa das Evidências Científicas (GMDEC), preocupados com o avanço da ideologia de género em Portugal promovida pelo Estado, a exemplo da lei 38/2018, e das suas repercussões sobre a educação das crianças (Despacho 7247/2019), elaboram o presente estudo com o objectivo de alertar as autoridades sobre os riscos a que se está a expor a saúde dos cidadãos, sobretudo dos mais jovens. Este documento baseia-se numa revisão da literatura sobre a ideologia de género. Sentimos a obrigação profissional e moral de apontar os malefícios clínicos e sociais já comprovados por pesquisas académicas. Trata-se de um trabalho colectivo, escrito por vários profissionais da área médica, em que cada qual contribuiu dentro de sua área de especialidade.


A deontologia profissional a que estamos obrigados não se coaduna com ideologias, mas apenas com a ciência. Do contrário, põe-se em causa a ética médica. Prestamos o juramento de Hipócrates, segundo o qual: “Usarei o meu poder para ajudar os doentes com o melhor da minha habilidade e julgamento; abstendo-me de causar danos ou de enganar a qualquer homem com ele”. Cremos nos princípios do juramento hipocrático, em especial o Princípio da Não-Maleficência, que remete à máxima da ética médica “Primum Non Nocere”, que no caso está a ser amplamente transgredida, como passaremos a expor através de uma análise rigorosa. Assim, exortamos a quem pugne pelos critérios profissionais da medicina que use este estudo em favor do seu paciente e não em favor de ideologias.
O presente estudo está estruturado em seis partes:

  1. DO MÉTODO CIENTÍFICO
    Discorreremos em breves linhas sobre os princípios básicos do conhecimento científico. A ciência forma um todo coeso e coerente. O rigor e a honestidade na aplicação do método são requisitos elementares.
  2. DA NATUREZA DO HOMEM E DA MULHER
    Existe ou não existe aquilo que chamamos de homem e mulher? Examinaremos as diferenças biológicas entre homem e mulher. Os órgãos sexuais são uma evidência da natureza dessa realidade mais profunda que é o sexo da pessoa, que o corpo já traz em si desde a vida intra-uterina. A identidade sexual subjectiva acompanha o corpo a partir de um impulso intrínseco, e não extrínseco, de maneira intimamente articulada e natural. Demonstraremos, a partir de diversos estudos, que estes conceitos não são, como defendem os ideólogos de género, imposições sócio-culturais ou construídas ao longo da história humana, mas antes dados da realidade, inscritos em todos os níveis do organismo humano.
  3. DA DETERMINAÇÃO AO NASCIMENTO OU DA NÃO NEUTRALIDADE
    As crianças nascem determinadas, e não neutras quanto ao sexo, contestando a tese da “página em branco”. O organismo humano tem determinações genéticas inatas que direccionam o desenvolvimento da identidade sexual.
  4. DA DISCRIMINAÇÃO
    Através de factos e pesquisas efectuadas, evidenciaremos que o intrincado tema da discriminação não é a causa estabelecida dos elevados índices de co-morbidades psiquiátricas em indivíduos com transtorno de identidade de género. Esta associação de causalidade, que num primeiro momento parece intuitiva é, na verdade, uma suposição precipitada, que não encontra respaldo nos estudos científicos sobre o tema. Expomos também os diversos debates a este respeito que têm tido lugar na comunidade científica.
  5. DA CHAMADA REDESIGNAÇÃO DE GÉNERO
    Os alarmantes dados da saúde mental relacionados à chamada redesignação, bem como as contradições centrais das terapias actualmente propostas à população com a chamada disforia de género.
    5.1. Terapia hormonal: intervenções hormonais em contraposição ao natural curso da puberdade, mesmo face às reconhecidas altas taxas de resolução espontânea da disforia de género em crianças.
    5.2. Intervenção cirúrgica: irreversibilidade, arrependimentos, índices de operações e suicídios. Se o género é fluido, como dizem os ideólogos, por que propor uma intervenção permanente tão radical, que mutila os genitais e que é irreversível?
  6. DA ORIGEM DO TERMO GENDER
    Encerramos com um breve relato histórico do conceito de “identidade de género”, e a desastrosa experiência que serviu simultaneamente de berço e sepultura à ideologia de género na ciência.

Continua: DO MÉTODO CIENTÍFICO

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